

![logo_senun]](imagens/images/logo_novo.png)
Dispositivo de proteção contra surto:
um investimento que vale a pena
É só acabar a energia elétrica ou ocorrer descargas atmosféricas (raios) que começam os problemas com equipamentos danificados, principalmente os eletrônicos, como computadores, câmeras, monitores de vídeo, e outros. Além de o equipamento ficar inoperante, o que já é um transtorno de bom tamanho, ainda é necessário acionar a concessionária e o seguro ou na pior das hipóteses, arcar com os custos de reparo ou substituição do mesmo.
O que ainda é pouco difundido, apesar de ser recomendado pela norma NBR 5410 (Instalações de Baixa Tensão), é que existe um dispositivo que protege a instalação contra surtos de tensão, isto é, descarga atmosférica, sobre tensão gerada por manobras na rede, falhas no sistema de distribuição e outros. Esse dispositivo é chamado “Dispositivo de proteção contra surto”, ou simplesmente DPS.
A maioria dos DPS`s disponíveis no mercado brasileiro utilizam a tecnologia MOV (varistor de oxido de zinco) associado a um dispositivo de desconexão controlado por temperatura (super aquecimento) ou por corrente (sobrecorrente).
Em linhas gerais, o DPS começa a atuar sempre que a tensão da instalação ultrapassa sua tensão de atuação e desvia o “excedente” de tensão, permitindo que somente a tensão nominal chegue aos equipamentos. Um exemplo prático pode ser uma instalação comum de 127V e um DPS com tensão de atuação de 130V. Se ocorrer algum problema na rede elétrica e a tensão de 127V passar a ser de, por exemplo, 140V, o DPS irá desviar os 10V excendentes e o restante da instalação receberá 130V, tensão suportada por todos os equipamentos sem risco de danos. Caso ocorra algo mais sério, como pico extremamente alto (alguns milhares de volts) e rápido (alguns microsegundos) de tensão, o DPS pode não conseguir desviar a tensão e com o objetivo único de proteger a instalação, ele se sacrifica, ou seja, queima.
Os DPS`s devem ser instalados nos painéis de entrada e nos de distribuição e a sua modelo deve ser escolhido de acordo com classe (conforme o tipo de painel) e a tensão que ele distribui. Basicamente, os DPS`s de classe I são utilizados nos painéis de entrada, os de classe II são utilizados em painéis intermediários e os de classe III nos painéis “finais”, ou seja, aqueles que ficam bem próximos das “cargas” que ele controla. A tensão de atuação do DPS deve ser escolhida após a medição da tensão entre as fases e o neutro que existem no painel, por exemplo, para uma tensão de 127V, deve-se optar por um DPS de 130V.
Como a queima faz parte do funcionamento do dispositivo, os DPS`s devem ser verificados periodicamente e os que estiverem queimados devem ser substituídos o mais rápido possível. A verificação do funcionamento é feita visualmente e não leva mais que alguns segundos: alguns fabricantes utilizam leds – o led apagado significa que o dispositivo está inoperante e deve ser substituído – e outros utilizam visor com fita – se o visor mostrar a fita vermelha, o DPS está queimado.
Para garantir total segurança na instalação, além do uso do DPS, todo o restante da instalação deve estar de acordo com as normas, utilizando dispositivos dimensionados corretamente – nunca superdimensionados, com o aterramento perfeito, etc.