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Muito se comenta sobre o uso de sensores de presença com lâmpadas fluorescentes (compactas e outras com o mesmo princípio de funcionamento). Também existem muitos relatos de condomínios que tiveram problemas graves de queima precoce de lâmpadas.
O que acontece é que o maior desgaste de uma lâmpada fluorescente acontece na sua partida. Quando essas lâmpadas são ligadas e desligadas repetidamente, em intervalos curtos, não há tempo hábil para que o filamento esfrie entre um acendimento e outro, ou seja, ele passa a aquecer cada vez mais. Num determinado momento, há o rompimento do filamento por choque térmico.
Considerando um tempo de desligamento de 30 segundos em um ambiente movimentado (como o hall social de um prédio comercial), é provável que o intervalo entre um acendimento e outro seja bem curto, pois no momento em que a iluminação é apagada outra pessoa entra no ambiente e ela acende novamente – é muito alta. Com o aumento do tempo de desligamento, essas chances são reduzidas, pois quando a pessoa entra no ambiente, a lâmpada já está acesa (e assim permanece).
Na maioria dos locais, o tempo de dois minutos é o suficiente para que a queima precoce não aconteça. Porém caso o fluxo seja alto e ainda seja comum o intervalo curto entre um acendimento e outro, deve-se aumentar o tempo.
Normalmente, quando uma lâmpada queima, coloca-se a “culpa” no sensor, porém existem muitas outras causas que geram a queima precoce desse tipo de lâmpada:
Concluindo: As lâmpadas fluorecentes (e outras do mesmo grupo, como as econômicas) PODEM ser utilizadas com sensores de presença desde que o tempo de desligamento do sensor seja aumentado, conforme as especificações do manual e conforme o fluxo de pessoas no local.